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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Antonio Fagundes, ladrão?



Antonio Fagundes deu uma entrevista ao UOL dizendo porque rejeita a Lei Rouanet.


Entre as pérolas está:

"Estou um pouco cansado de ser chamado de ladrão, particularmente porque não sou. Tem gente que é chamada [de ladrão] e é. O Senado está cheio. Estou tentando evitar isso e cobro o que eu quero com o ingresso"

De fato, ser chamado de ladrão quando não somos é um pouco chato. Mais chato ainda é cobrar R$80,00 num ingresso quando você teve um incentivo à cultura por uma lei que - teoricamente - obriga você a dar uma resposta social. Por social entenda-se inclusão e não coquetel de abertura para a imprensa.
De fato Fagundes não era ladrão, nunca foi (eu acho...). O que não quer dizer que fosse um sujeito moralmente correto. Não, também não sou. Mas pelo menos nunca reclamei quando disseram que era...


"É o preço do ingresso que vai manter essa peça em cartaz. Se não, acontece o que tem acontecido com os espetáculos com mortes anunciadas"

O preço, 100 reais... Você pode chamar também de 1/4 do salário mínimo... mas enfim... quem disse que cultura é pra todo mundo não é mesmo?
Desta vez, Fagundes, não-ladrão, não aderiu a lei. Assim pode cobrar o que quiser pelo produto que oferece. Justo. Só não entendi a reclamação que veio a seguir:


"O Rio de Janeiro tem ondas no teatro. Agora são os musicais, antes era o besteirol. Cada momento do teatro carioca vive uma linha, então o público perde a possibilidade de optar. Em São Paulo, há uma diversificação muito grande de espetáculos, isso faz com que o público se exercite e fique mais sensível a mudanças que o carioca"

Uai, quanto custa fazer um besteirol? E o ingresso do besteirol? Ah, bom, pelo menos agora o público vai poder optar entre os musicais e o Fagundão (Fagundes + não-ladrão), quer dizer, no RJ né?! Porque aqui em São Paulo tem muita diversidade. ..
É difícil a concorrência quando o ingresso custa 100 reais né não?
Enquanto Parlapatões lança nova peça
O PAPA E A BRUXA, os ingressos mais caros estão custando R$20,00. Ah, e sem Rouanet!

Créditos:
Blog Fala Com a Mão

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Sinceramente, depois disso não tenho muito a falar, porém faço questão de postar aqui a opnião do blog citado acima e, é claro a minha opnião.
A pouco fiz um espetáculo chamado "Ai, Cacilda Becker!", Cacilda me ensinou muito e uma de suas frases que me chamou bastante atenção, inclusive tema do espetáculo, foi a seguinte:


"Quem desejar fazer TEATRO, perderá dinheiro. E quem deseja fazer NEGÓCIO, ganhará dinheiro"

Obviamente, quando se tem o total patrocínio para um espetáculo, os atores já estão pagos, os figurinos, os cenários, os adereços, a iluminação, o teatro, enfim... todos os gastos possíveis e impossíveis (digo isso, por que me parece que compram muito mais do que o necessário e, recebem muitoo além do normal), já estão pagos. Por que cobrar tão caro do espectador? Por que cobrar um valor absurdo, quando não se necessita de mais dinheiro? Perguntas frequentes no meio do teatro. Seria maravilhoso ver todos os teatros cheios, assitir tv e quando ouvir falar de teatro, não seja somente pq o "carinha" da novela fez uma participação numa peça.

"Ator pra ser ator, não precisa fazer Tv."


Até quando viveremos nessa tão farta ignorância? Cabe-nos a pensar, vamos sim assistir a espetáculos de teatro, mas não só porque o ator é de "malhação", ou só porque é um musical.

Cleyton Brayt
●๋•

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