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quinta-feira, 26 de março de 2009

O Circo Negro da Vida


Aproximem-se! Cheguem perto!

Não basta simplesmente usar máscaras sobre as mentiras
Nem usar roupas para cobrir as feridas
Todos sabem que as coisas nem sempre são o que parecem ser
Nem mesmo em suas mais loucas fantasias
Porque quando você cresce
Tem mais fôlego para estourar a bexiga mais rápido
E quando menos espera
Bum!
Você sente o estalo e começa a observar
Percebe que o estúpido carrossel sempre gira no mesmo lugar
Com as mesmas criaturas sem vida ao redor
E não importa o quão belo seja aquele cavalo branco
Ele não sairá cavalgando com você parque afora
A realidade é da cor das lonas negras
As luzes se apagam, o palhaço é triste, não gosta de criança.
E você simplesmente já não quer saber de provar da maçã do amor.
Fica apenas espionando as lonas de longe
Se perguntando o que teria por trás de toda aquela fumaça?
Será que alguém não vai vender sua alma?
A mulher barbada usa a navalha para cortar os pulsos
E o mágico quer desaparecer como num truque de cartas
Os céus faíscam com a luz dos fogos
E você pode pensar que a vida é uma grande ilusão
Mas se você for sincero será deixado para trás
E vai seguir sendo odiado nesse mundo lúdico e colorido
Onde um sorriso falso brilha mais que uma lâmpada incandescente
E se desfaz na velocidade da luz
Não banque o palhaço!
Não seja enganado!
Quer cair de braços atados no chão como um tolo?
Tome as rédeas dos cavalos
Ou passará a frente da charrete
E a vida te domará com um chicote enorme e afiado!
Se algodão doce, não for doce, for amargo!
Jogue-o fora e procure logo a próxima atração
Pois logo anoitece e circo não tarda muito a fechar

(autor que prefere ser identificado como: AUTOR DESCONHECIDO)


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E o povo todo viu!

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